Listas 2000 | Os finais mais chocantes do Universo Disney

“Um beijo de amor verdadeiro. Oh, Anna! Se ao menos houvesse alguém lá fora que amasse você.”

Hans (Frozen: Uma Aventura Congelante)

ESSA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS! Quem nunca se surpreendeu com o final de um filme? Embora não sejam essenciais para apreciarmos uma obra cinematográfica, as tão famosas reviravoltas, caso sejam bem trabalhadas, trazem um gostinho a mais e revelam um novo campo de emoções para o público, especialmente quando um personagem do bem se revela como um vilão.

Dentro do Universo Disney, não nos faltam exemplos dessas reviravoltas ou surpresas, tanto do lado positivo quanto do negativo. E nesta edição da Listas 2000, trazemos quais são os finais mais chocantes do Walt Disney Animation Studios, do Pixar Animation Studios e do Walt Disney Studios, de acordo com a opinião de nossos autores. Não custa nada lembrar que essa matéria está recheada de spoilers, então, leia por sua conta e risco se ainda não tiver assistido aos filmes em questão!


Frozen: Uma Aventura Congelante (2013) conseguiu fazer o espectador de bobo do início até quase o final do filme. O filme desvia nossa atenção de quem realmente é o vilão e fez isso de maneira muito bem feita! De início, achamos que o “vilão” é o inverno instalado, o frio, o poder da Elsa. Pouco depois, vemos como vilão o Duque de Weselton, que infiltra soldados na missão para que eles matem a Rainha Elsa. E então, quase no final do segundo ato, quando achamos que tudo está solucionado e tudo ficará bem… Hans era o vilão o tempo todo! De verdade, fiquei muito surpresa com uma reviravolta assim em um filme da Disney.

~ por Verônica


Sejamos francos: finais chocantes nem sempre são sinônimo de qualidade. E um dos maiores exemplos disso é, infelizmente, Malévola (2014), a readaptação do clássico A Bela Adormecida (1959) sob a ótica da icônica vilã. Embora tenha uma estética perfeita e a caracterização e a atuação de Angelina Jolie estejam impecáveis, a releitura erra ao distanciar a personagem tanto da figura estabelecida há décadas como do próprio significado de seu nome. O longa de fantasia estabelece a personagem-título como a salvadora de Aurora e cria a reviravolta de que a maior vilã do Universo Disney era, na verdade, apenas mal compreendida.

~ por Lucas


O filme de Peter Sohn, embora não tenha emplacado uma grande bilheteria, não deixa de ter cenas que surpreendem os fãs das histórias do Pixar Animation Studios. Além da morte do pai de Arlo que, convenhamos, foi um pouco previsível, a separação de Spot e Arlo, ao final do longa-metragem, é um tanto quanto inesperada, se pensarmos que, naquele universo, a quantidade de homens era ínfima. Apesar de ter um desfecho feliz para os dois lados, a relação do dinossauro com o pequeno humano tem um fim que foge da maioria das relações de amizade presentes nos filmes do estúdio.

~ por Catarina


Quando nos sentamos para ver Ratatouille (2007), sabemos que o nosso herói, Remy, irá, de algum modo, realizar o seu sonho de se tornar um verdadeiro chefe. A forma como isso ocorre, porém, é simplesmente fascinante. Ele poderia ter preparado o melhor prato da culinária francesa, poderia ter impressionado Ego com técnicas e sabores perfeitos. O filme traz uma das sacadas mais geniais: não há comida melhor do que a de nossa mãe, mesmo sendo apenas um prato com verduras. Desse modo simples e rápido, a verdadeira mensagem do filme é passada para nós.

~ por Caroline


Para quem assiste ao filme sem conhecer o clássico musical Into The Woods, de Stephen Sondheim, o seu desfecho acaba sendo uma grande surpresa. O fator mais impactante para que esse filme possua um final chocante é a expectativa quanto à história. Seja no trailer ou na sinopse do filme, Caminhos da Floresta (2014) parece um conto de fadas. Ele é, mas se assemelha pouquíssimo as outras histórias da Disney. O longa traz ensinamentos profundos sobre amadurecimento e sobre o que desejamos para nós e como nem tudo na vida é como sonhamos.

~ por Paulo


Aprendemos, ao longo dos anos, que todos os filmes da Disney terminam, basicamente, num romance bem sucedido com um belo felizes para sempre pro casal, correto? Pocahontas (1995) está aí para contrariar isso com mais um final surpreendente – e de partir o coração –, que não apenas deixou todos tristes, mas ajudou o público a simplesmente odiar Pocahontas II: Uma Jornada para o Novo Mundo (1998). Se não me falha a memória, esse é o único clássico no qual o casal não fica junto. Claro, ela teve seus motivos – e a Disney também, já que se trata de uma história real –, mas não deixa de ser surpreendente!

~ por Verônica


Zootopia (2016), por si só, é um longa-metragem muito surpreendente. Por meio de uma fábula moderna, o Walt Disney Animation Studios conseguiu levantar discussões acerca de diversas questões sociais, nas quais se incluem racismo, discriminação, e preconceito. Como se tornou regra no estúdio nos últimos anos, temos um vilão oculto, cuja identidade é apenas revelada nos minutos finais. A resposta, porém, não é nada óbvia. Brincando com o ditado de lobo em pele de ovelha, Bellwether é a responsável pelos sumiços misteriosos na metrópole mamífera, criando um paralelo perfeito com a jornada de Judy e ressaltando a importância de fazermos as escolhas corretas.

~ por Lucas


Um dos filmes mais incríveis da Pixar Animation Studios não estaria completo se não tivesse uma cena surpreendente e, aqui, não estou me limitando a somente grande reviravoltas. Em Divertida Mente (2015), quando Bing Bong começa a ser esquecido na memória de Riley tem tanta intensidade para o público por simplesmente ser muito real. Aquilo realmente aconteceu em algum momento de nossas vidas, inconscientemente, e é isso que torna a cena tão surpreendente.

~ por Catarina


O filme, desde o início, se propõe a trazer uma premissa diferente. Muito antes de Anna, Gisele já nos contava que nem sempre aquele quem amamos à primeira vista é o nosso verdadeiro amor. Não contávamos, porém, com a maturidade de Nancy ao apoiar o amor entre Robert e Gisele. E fomos pegos de surpresa, ao vê-la se apaixonar e se casar com Edward no mundo mágico de animação tradicional, dois personagens tão diferentes um do outro. Ela nem ao menos canta! Quem diria que uma moça nova iorquina do século vinte e um se tornaria nossa nova princesa Disney?

~ por Caroline


Qual desses finais mais te surpreendeu, Camundongo? E de quais você sentiu falta na nossa seleção? Não deixe de comentar abaixo, pois a sua opinião é muito importante! E não se esqueça de nos seguir nas nossas redes sociais – estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, no YouTube, no Spotify, no Tumblr e no Snapchat – para mais conteúdo.

Written by O Camundongo

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