Listas 2000 | Motivos para sentirmos saudades de Galavant

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Galavant foi anunciada, em 2014, como um tapa-buraco para cobrir a ausência de Once Upon a Time. Embora as duas séries não sejam nada parecidas, elas têm duas características em comum: contos de fadas e Disney. E no caso da primeira, tais atributos são apenas desculpas para criar comédia durante os vinte minutos de cada um de seus episódios.

Com duas temporadas, o seriado mistura humor, personagens carismáticos, bons atores e muita música excelente. Infelizmente, não teremos novos episódios para nos divertir, porque Galavant foi cancelada pela ABC no mês passado. Assim, apresentamos os motivos para sentirmos saudades dessa obra tão divertida — ou convencer quem ainda não começou a assisti-la.


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Então, comecemos pela premissa. Ambientada na era medieval, a série segue as aventuras e desventuras do lendário, charmoso e extremamente arrogante herói Galavant (Joshua Sasse), cujo amor de sua vida, Madalena (Mallory Jansen), fora raptado pelo tirano Rei Richard (Timothy Omundson). Ao partir em uma épica jornada de resgate, nosso cavaleiro é rejeitado pela amada, afinal, amor não enche a barriga e ela escolheu uma vida de luxo e fortuna. A partir daí, acompanhamos a estrutura típica dos contos de fadas sendo desconstruída de forma divertidíssima.


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Durante a sua jornada para recuperar o amor de Madalena, Galavant conhece vários personagens, tanto para atrapalhá-lo quanto para ajudá-lo, porém todos são sensacionais e engraçados. Além dos mencionados no tópico anterior, temos Isabella Maria Lucia Elizabetta de Valência (Karen David), uma princesa muito moderna e guerreira; Gareth (Vinnie Jones), o melhor amigo e guarda-costas de Richard; Sid (Luke Youngblood), o fiel escudeiro de Galavant; Vicenzo (Darren Evans), o chefe do reino de Richard; e o hilário Bobo da Corte (Ben Presley).


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A série se passa na era medieval, no entanto, isso não limitou a criatividade dos roteiristas, os quais não se preocupam com fidelidade ao período histórico e o utilizam para fazer críticas à nossa sociedade. Um dos pontos abordados pela série é o empoderamento feminino. Isabella foge do padrão “donzela indefesa” dos contos de fadas. A princesa não tem medo de sujar as mãos, ir à luta e provar ser capaz de se defender sem a ajuda de um homem. Já Madalena não teme as críticas, não se intimida perante nenhum homem e age como bem entende.


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Humor é um dos pontos altos de Galavant. A criação de Dan Fogelman (Enrolados) apresenta cenas hilárias a todo o momento. São piadas referentes ao mundo da série, ao nosso mundo, aos roteiristas, aos executivos da ABC e mesmo à própria série. Ninguém escapa ao sarcasmo da equipe criativa. E como o seriado não se leva a sério, vemos comentários sobre o possível cancelamento e a renovação milagrosa e personagens implorando para o público assistir ao programa. É impossível ficar sem rir ao assistir a qualquer episódio.


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Também dentro desse lado cômico do programa, podemos citar as referências. Há menções ao Universo Disney, incluindo A Pequena Sereia (1989), Enrolados (2010), Branca de Neve e os Sete Anões (1937), Mary Poppins (1964) e até a Disneyland; à série Game of Thrones (2011-hoje); ao desenho Caverna dos Dragões (1983-1985); ao ator Jon Hamm; ao mundo de Harry Potter; e muito, muito mais. E muitas vezes tais referências não são óbvias, e sim, algum detalhe no cenário ou semelhanças nas melodias das músicas!


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Mesmo com o baixo orçamento, Galavant surpreendeu com ótimos cenários e figurinos extravagantes, às vezes melhores do que produções de alto custo. Mas o seu grande trunfo foi investir em convidados especiais. Ao longo dos dezoito episódios, vemos atores, cantores e celebridades fazendo rápidas aparições. Vale destacar: Hugh Bonneville como o Rei dos Piratas; John Stamos como Jean Hamm; “Weird Al” Yankovic como um dos monges cantores; Kylie Mignogue como a Rainha; Nick Frost como o gigante Andre; e Rick Gervais como o mágico Xanax.


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Nessa Listas 2000, seria um absurdo não incluir o Rei Richard como um dos motivos para sentirmos falta dessa comédia musical. Inspirado pelo Príncipe João de Robin Hood (1973), Timothy Omundson rouba a cena interpretando o atrapalhado  e quase infantil rei. A evolução do personagem no decorrer das duas temporadas é um dos maiores destaques. E sua voz rende algumas das melhores canções da trilha sonora, como a inesquecível “Goodnight My Friend“.


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Sem a sua trilha sonora, Galavant perderia muito de seu brilho. Alan Menken e Glenn Slater são as mentes brilhantes por trás de cada uma das músicas. A dupla abusa de diferentes estilos e arranjos musicais para criar uma grande obra inigualável, cobrindo desde momentos cômicos aos mais dramáticos. “Galavant“, “Jackass in a Can“, “Lords of the Sea” , “If I Could Share My Life with You“, “A New Season“, “Serenade“, “What Am I Feeling?“, “Galavant Recap” e “A Good Day to Die” são alguns exemplos desse trabalho espetacular da dupla.


Os motivos para sentirmos saudades de Galavant são muitos e seu único defeito foi ter tido tão poucos episódios. E você, Camundongo, assistia ao seriado? Do que mais sentirá falta? Ou foi convencido a assistir? Antes de partir, não deixe de ler nossas críticas de todos os episódios da série. Até mais, Camundongo!

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Sobre o Autor(a)

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".



  • Leandro

    Mesmo sabendo que provavelmente seria cancelada, não deixou de ser doloroso :(
    Vai fazer falta!!!

    • No fundo, eu tinha esperanças de haver outra renovação milagrosa. Mas o raio não quis cair duas vezes no mesmo lugar :(

  • GabrielaCeruttiZimmermann

    Certamente fará muita falta. Não seria nada mal se a Netflix resgatasse para fazer ao menos mais uma temporada com desfecho do que ficou em aberto, heim?

    • Seria sensacional! Não vejo essa possibilidade ocorrendo, pelo menos agora. Alguns atoras já estão comprometidos com outros trabalhos, o Joshua Sasse, por exemplo, vai estrelar uma nova série. Mas não vamos perder as esperanças. “Arrested Development” demorou sete anos para voltar pela Netflix, então, ainda há chances, não é? :)