Carros 3 | Como Doc Hudson se tornou o centro da trama

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Passado mais de um mês da estreia de Carros 3, está na hora de falarmos sobre um dos pontos mais importantes da terceira aventura de Relâmpago McQueen nas telonas: o retorno de Doc Hudson. Diferentemente de Carros 2 (2011), no qual há uma rápida explicação sobre a sua ausência, o novo capítulo da franquia coloca o mentor de McQueen no centro da história.

Em 2008, dois anos após a estreia do primeiro filme, Paul Newman faleceu aos oitenta e três anos. Newman era a voz original de Hudson e, quando a sequência entrou em produção, a equipe criativa, em respeito ao ator, decidiu não incluir o personagem na trama, evitando, assim, substitui-lo. Dessa forma, a arte imitou a vida e Hudson teve o mesmo destino.

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Apesar de ignorar os acontecimentos de seu predecessor, o terceiro longa-metragem não traz Doc de volta à vida, mas presta uma belíssima homenagem ao personagem, ao ator e à relação entre ele e McQueen. Em entrevista ao Slash Film, o diretor Brian Fee e o produtor Kevin Reher comentaram a respeito de como o roteiro foi desenvolvido a partir dessa ideia.

Nós fazemos todas essas versões loucas, na tentativa de encontrar a melhor forma de se contar uma história,” explica o diretor. “Mas mesmo no início havia essa ideia de mentor e pupilo. Havia essa ideia de McQueen não ter mais seu mentor. Gosto de pensar neles como pai e filho (…) E agora que Doc se foi, [McQueen] não tem mais aquele apoio.

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Segundo Fee, desde o princípio, a história se baseava no fato de McQueen estar envelhecendo e passando pelos mesmos desafios de Doc, no entanto, ele não pode ligar para a sua figura paterna e descobrir o que fazer. Outro ponto importante para a elaboração do roteiro foi o conceito de gerações, a de Doc, a de McQueen, e a nova, representada por Jackson Storm e Cruz Ramirez.

Dessa forma, a equipe decidiu trabalhar com um sósia vocal, porém, para Kevin Reher, o trabalho não tinha a mesma alma, nem a mesma ressonância. “O sósia não estava funcionando, ao ponto de quase desistirmos se tivéssemos de usá-lo. Mas, felizmente, creio termos tido sorte, pois conforme a história evoluía, as cenas do Doc mudavam,” revela Fee.

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John Lasseter tinha deixado todas as fitas rodando nos bastidores do primeiro Carros, então, nós tínhamos várias horas de Paul falando sobre assuntos diferentes e a maioria deles era sobre corrida. Aquela linha de diálogo, ‘quinhentas dessa, volta após volta’, surgiu de uma conversa extemporânea com John sobre corrida,” comenta o produtor.

Lasseter, com essa técnica, conseguiu cerca de vinte e oito horas de áudio de Newman, as quais puderam ser aproveitadas para Carros 3. “Não importa o quão apaixonado você seja por algo, se não estiver apoiando a história, está te distraindo dela. Então, nós tivemos de cortar muito coisa. Mas nós tivemos muita sorte de encontrar o que precisávamos,” finaliza Brian Fee.

Trailer dublado de Carros 3

Surpreendido por uma nova geração de corredores incrivelmente rápidos, o lendário Relâmpago McQueen é repentinamente afastado do esporte que ama. Para voltar com tudo às corridas, ele precisará da ajuda de uma determinada jovem treinadora de corridas, Cruz Ramirez. Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperados, eles partem para a maior aventura de suas vidas. E o teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão!

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Sobre o Autor(a)

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".