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John Lasseter fala sobre as novas animações da Disney e da Pixar

Na última semana, John Lasseter esteve no Festival de Cannes, junto com a equipe e o elenco de Divertida Mente, para promover o próximo lançamento do Pixar Animation Studios, o qual se passa dentro da mente de uma garotinha de onze anos.

Em uma apresentação detalhada, Lasseter deu novos detalhes sobre os futuros projetos do estúdio do Luxo Jr. e do Walt Disney Animation Studios, incluindo novas artes conceituais, cenas inacabadas e comentários sobre as tramas. A maioria do material apresentado ainda não foi disponibilizado para o público em geral e consiste apenas em relatos dos veículos presentes.

A começar por The Good Dinosaur (ainda sem título em Português). De acordo com a Variety, os clipes apresentados pareceram uma mistura de Tarzan (1999) e Lilo & Stitch (2002). Após perder seu pai em um trágico acidente, Arlo (voz original de Lucas Neff), o bom dinossauro do título, cai em um rio e é nocauteado por uma pedra. Quando acorda, descobre-se em uma terra distante e, em sua jornada de volta para casa, torna-se amigo de Spot, um garoto humano.

Nossos filmes perguntam ‘E se?”. E se monstros morassem em meu armário? E se um rato quisesse ser um cozinheiro na mais bela cidade do mundo? Acredito que nosso próximo filme pergunta o maior ‘E se’ de todos. E se o asteroide que extinguiu os dinossauros tivesse errado a Terra?,” comentou Lasseter. “É uma história de um garoto e seu cachorro, mas nesse caso, os papéis são invertidos“. Isso significa que enquanto Arlo pode falar normalmente, Spot emite grunhidos e anda sobre as mãos e pés.

Os Apatossauros não serão os únicos que veremos. Foram exibidas imagens de um trio de Tiranossauros, um Pterodáctilo, e um desajeito Velociraptor. “Nós estamos colocando o estilo da Pixar no mundo dos dinossauros. As penas na cabeça do Velociraptor se parecem com os cortes de cabelo de famosos jogadores de futebol,” brincou.

The Hollywood Reporter revela que o longa-metragem dirigido por Peter Sohn está se esforçando para criar um tom único, diferente de todas as animações já feitas. Lasseter mostrou alguns clipes, que surpreenderam a plateia pela realidade da natureza. O trecho em que os protagonistas perseguem vaga-lumes em uma floresta foi o que mais se destacou. “Nossos cenários não serão como os outros. É algo totalmente diferente do que já fizemos. O nível de credibilidade que estamos buscando para esse filme será de tirar o fôlego.”

O [estúdio] estava bem destruído quando chegamos, o moral estava realmente baixo,” revelou Lasseter sobre assumir o Walt Disney Animation Studios há nove anos, emendando que o transformou de um estúdio conduzido por executivos para um comandado por cineastas. “A magia é muito importante nisso que fazemos.” Zootopia, descrito pelo chefe criativo como classicamente Disney, foi inspirado pela ideia de animais falantes que agem como humanos, assim como no livro infantil O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame.

Aqui, os animais utilizam iPhones, leem o Wall Street Gerbil ou o Entertainment Squeekly enquanto utilizam o metrô para ir ao trabalho, e são divididos em classes, onde enfrentam preconceito em noções pré-concebidas sobre suas espécies. Inimigos naturais vivem lado a lado. Judy Hopps (voz original de Giniffer Goodwin) é a primeira coelha a se juntar à força policial, porém seus colegas (rinocerontes, búfalos e elefantes) a consideram fofa demais para o trabalho e a colocam como guarda de trânsito.

Segundo o The Guardian, Judy está disposta a quebrar os esteriótipos do que uma espécie pode fazer ou não. Então, quando uma jogada do destino entrega a ela um caso de um mamífero desaparecido, ela une forças com o astuto raposo Nick Wilde (voz original de Jason Bateman) para provar que todos se engaram a respeito dela. Os clipes apresentados mostraram que o roteiro está cheio de referências aos dramas policiais adultos, como Los Angeles – Cidade ProibidaVício Inerente.

Destacaram-se também as piadas visuais – o bairro Burrows, onde os coelhos vivem, possui um contador populacional que nunca para de aumentar, por exemplo – e o tom de comédia da trama, especialmente o momento em Judy interage com uma Preguiça no departamento de trânsito e a primeira “cena de nudez” da Disney, na qual Nick e Judy visitam um clube em que os animais rejeitam roupas e decidiram voltar ao estilo natural. Com narração de Bateman, o trailer introduz o público àquele universo antropomórfico.

Procurando Dory se passa seis meses após os eventos do longa-metragem original. Na sequência, Dory (voz original de Ellen DeGeneres) descobre seus instintos migratórios e está decidida a encontrar sua família; e em sua jornada, leva Marlin (voz original de Albert Brooks) e Nemo. Os pais da adorável peixinha azul serão interpretados por Diane Keaton (“Nenhum de nós se lembra de nada?,” questiona em uma das cenas) e Eugene Levy.

A trama mergulhará pelo Oceano Pacífico, onde contêineres caíram de barcos; haverá um encontro com uma lula gigantesca; um passeio por uma floresta de algas no litoral norte da Califórnia; e novos amigos: uma lontra ridiculamente fofa, um polvo zangado chamado Hank, e Destiny, um tubarão fêmea que pensa ser uma baleia. Lasseter descreveu a animação do polvo como um desafio e esclareceu que a equipe está testando movimentos animais para buscar inspiração.

Com direção de John Musker e Ron Clements, Moana trará a primeira Princesa polinésia da Disney e será um musical. A trama foi inspirada pelo povo e pela cultura do Pacífico Sul.  A dupla, também responsável por A Pequena Sereia (1989), Aladdin (1992) e Planeta do Tesouro (2002), realizou diversas viagens de pesquisa para a Oceania, a fim de conversar com os nativos. Musker e Clements contaram a história a um grupo de pescadores, anciões e antropologistas. “Nós ganhamos suas anotações e suas bençãos,” declarou Lasseter.

A abertura mostra o nascimento de Moana e remete ao início de o Rei Leão (1994). Dois mil anos atrás, após a morte de sua avó, a garota dezesseis anos foge em um barco com Pua, um porco, e Hei Hei, um excêntrico galo, para explorar as redondezas. Quando seu barco encalha em uma ilha, ela conhece o semi-deus Maui (voz original de Dwayne Johnson), o qual possui tatuagens que ganham vida e um gancho marítimo mágico.

Uma das cenas chamou bastante atenção e ganhou fortes aplausos dos presentes. Nela, o oceano é retratado como um personagem. Moana persegue uma concha que estava girando na rebentação, então, o oceano se abre e forma um túnel d’água para que ela possa passar, revelando peixes e uma tartaruga gigante. Em seguida, as águas brincam e mudam o penteado da garota, antes de mandá-la de volta para a praia, em uma casca de coco.

De todos os projetos vindouros, Toy Story 4 recebeu apenas uma breve menção. Lasseter demonstrou estar muito empolgado em ocupar de novo a cadeira de diretor. “Nós estamos nos estágios iniciais ainda, mas a história está se moldando muito bem. É divertida. Não é uma continuação dos anteriores, é um capítulo totalmente novo daquele mundo,” ressaltou.

John Lasseter também comentou que este ano marca o vigésimo aniversário da primeira aventura de Woody e Buzz, que revolucionou a indústria da animação por ser o primeiro longa-metragem totalmente feito em computação gráfica. Disse também estar impressionado com quanto o tempo passou depressa. Seu filho, que dublou a bebê Molly no primeiro filho, irá se formar na faculdade em duas semanas.

Antes de encerrar, o chefe criativo da casa do Luxo Jr. apontou que existem sete outras animações sendo desenvolvidas atualmente para serem lançadas depois de 2017. Será Dia de Los Muertos uma delas? Por fim, ele exibiu pela primeira vez Sanjay’s Super Team, novo curta do estúdio, que irá acompanhar as sessões de The Good Dinosaur nos cinemas.

Escrito por Lucas

Um grande aficionado por cinema, séries, livros e, claro, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".

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