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Curiosidades de “A Dama e o Vagabundo”


 

Chegou o grande dia! Após tantos meses de espera, finalmente, “A Dama e o Vagabundo” chega às melhores lojas do país em sua mais nova Edição Diamante! E para celebrar este festejado lançamento, lhe apresentamos agora uma matéria especial que revela diversas curiosidades sobre o romântico Clássico – desde as primeiras versões elaboradas na década de 30 até a estreia nos cinemas em 1955. Você irá gostar!

 

“A Dama e o Vagabundo” – Curiosidades

  • A história de “A Dama e o Vagabundo” (“Lady and the Tramp”) remonta aos anos 1930 nos estúdios Disney, ou, mais corretamente, a história de Lady data tanto tempo. Pois quando a charmosa cocker spaniel apareceu pela primeira vez nos storyboards da Disney, ela não tinha seu Vagabundo. Tramas foram criadas e romances com cães da vizinhança foram elaborados. Mas nenhuma das histórias provava ser forte o bastante. Então Walt encontrou um conto escrito por Ward Greene sobre um cão livre e sem preocupações chamado Whistling Dan. Walt pediu a Greene para preparar uma história que trouxesse Dan (mais tarde chamado de Vagabundo) e Lady juntos. O tratamento de Greene e outras ideias de história desenvolvidas pelos anos 40 foram unidas em uma forma coesa nos anos 50.

 

Storyboard da primeira versão do filme elaborada por Joe Grant


  • Apesar de ser baseado, em parte, em uma história chamada “Happy, The Whistling Dog”, “A Dama e o Vagabundo” é considerado o primeiro longa-metragem animado original do estúdio. Uma das grandes vantagens encontradas por Walt Disney e seus artistas é que eles estavam livres para desenvolver a história do modo que eles achavam apropriado, alterando, eliminando e até melhorando o material original, o que não é o caso quando se está trabalhando em clássicos literários familiares para o público como “Cinderela” ou “Alice no País das Maravilhas”.
  • Há evidências nas extensas notas das reuniões de história, feitas durante 1952, que “A Dama e o Vagabundo” capturou o interesse de Walt Disney de um modo que seus dois últimos filmes, “Alice no País das Maravilhas” (1951) e “Peter Pan” (1953) não tinham. Com seu elenco animal, o longa evoluiu como uma espécie de “Bambi” domesticado, com os animais da floresta do filme anterior dando lugar aos igualmente gentis animais de estimação.
  • Em versões iniciais do roteiro, Vagabundo teve diversos nomes diferentes: Homer, Rags e Bozo.
  • Um script de 1940 introduzia os Gatos Siameses. Após algum tempo nomeados Si e Am, na época eles eram conhecidos como Nip e Tuck.

 

 

  • O visual do Vagabundo foi inspirado em uma cadela vira-latas que os artistas da Disney salvaram da carrocinha.
  • Em esboços iniciais da história, o rato que entra no quarto do bebê na parte final do filme seria um personagem com traços cômicos. Mas para melhor representar a ameaça que ele representava para o bebê e a integridade que seria necessária para sua luta com Vagabundo, foi decidido que seria melhor retrata-lo como um rato “de verdade”.

 

 

  • Uma “seqüência de fantasia” em que os cães são os mestres e os humanos são animais de estimação foi cortada do filme final.

 

“Turning the Tables” – Cena deletada

 

  • O filme é contado totalmente do ponto de vista de um cachorro. Por essa razão os rostos dos humanos são raramente mostrados e na maioria das vezes tudo o que vemos são os seus pés. Além disso, os donos de Lady são tratados pelo chamamento de Querido e Querida.
  • Segundo diz a lenda, a cena de abertura do filme, em que Jim Querido presenteia Lady embrulhada numa caixa de chapéu para sua mulher, foi inspirada num acontecimento real na vida de Walt Disney. Após esquecer de um jantar com sua esposa, ele a surpreendeu com um filhote numa caixa de chapéu e foi imediatamente perdoado.

 

 

  • No clímax do filme, Joca e Caco (Jock e Trusty) tombam a carrocinha que está levando Vagabundo para o canil. Como conseqüência, Caco acaba ficando preso sob a carroça e é mostrado deitado inconsciente ao lado de seu amigo em prantos. Joca está muito triste porque Caco supostamente deveria morrer nessa cena. Quando Walt Disney a assistiu ele ficou chocado. Não querendo repetir a sequência traumática de “Bambi” (1942), Walt pediu para seus animadores colocarem Caco na cena de Natal ao final para assegurar à platéia que ele havia apenas desmaiado na cena anterior.
  • A sequência da batalha de Vagabundo e o rato e os acontecimentos que sucedem foram em parte inspirados por uma famosa história que Walt contou numa das reuniões de história, em que um pioneiro, ao voltar para sua cabana, descobre que seu cão havia revirado todo o lugar. Ele chicoteou o animal para assegurar-se de que ele havia aprendido sua lição. Enquanto arrumava suas roupas, ele descobre o corpo de uma cobra recém morta. O fiel cachorro tinha arriscado sua própria vida para proteger a de seu mestre.

 

 

  • Através da produção de “A Dama e o Vagabundo”, cada vez mais os animadores sentiam o peso da responsabilidade sob suas costas. Decisões que em filmes anteriores teriam sido tomadas durante o processo de escrita da história agora eram deixadas para os animadores. Frank Thomas lembra-se que ele e Milt Kahl receberam cenas importantes para animar que não haviam sido desenvolvidas durante o trabalho de história: “Era se como eles dissessem, ‘Bem, vamos dar essas duas cenas para Milt ou Frank – eles pensarão no que fazer com elas.’ Então houve muitos casos em que tivemos pouco suporte do diretor ou artistas de história.”.

 

Teste à Lápis – Vagabundo despertando

 

  • Durante a produção do filme cada animador era escalado para um específico personagem, mas ainda assim diversos animadores dividiam os personagens principais, enquanto os coadjuvantes eram beneficiados por receberem a atenção de um único animador, certas vezes sendo correspondentemente mais realistas. Nas cenas no restaurante italiano em que Frank Thomas animou os cães, John Lounsberry animou os dois italianos que os alimentam e cantam uma serenata.

 

 

  • Frank Thomas ficou encarregado de animar a antológica cena em que Lady e Vagabundo jantam um prato de espaguete no restaurante italiano. Walt Disney estava apreensivo em relação à sequência, pois achava que ela seria nojenta. Frank Thomas planejou a cena como sendo o ápice do romance, inserindo personalidades humanas nos cães, e não os tratando como animais. Como resultado, a sequência tornou-se conhecida como uma das mais românticas do cinema.

 

Teste à Lápis – Cena do espaguete (por Frank Thomas):

 

  • O animador da tensa batalha entre Vagabundo e o rato, Wolfgan “Woolie” Reitherman (na época famoso por animar cenas de ação), afim de melhor capturar os movimentos de um rato de verdade na sequência, encheu uma caixa de madeira com uma dúzia de ratos e a deixou perto de sua mesa, onde podia observa-los. Por dias antes de começar a animar a cena, Wollie mantinha um olho em seus novos companheiros de quarto, na maioria das vezes enquanto trabalhava em outra cena. Depois de algum tempo o cheiro dos animais tornou-se tão desagradável que poucos se atreviam a entrar em sua sala.

 

 

  • Eric Larson supervisou a animação da cadela Peg durante o número musical no canil “He’s a Tramp”. Ele disse que baseou Peg parte em Mae West e, consideravelmente, em Peggy Lee, que interpretou a canção e a voz da personagem.
  • Para evocar um sentimento de nostalgia, como um antigo cartão postal, os artistas fizeram uso de cores luminosas e ensolaradas e extremidades suavizadas.

 

 

  • Como nem todos os cinemas da época podiam reproduzir o sistema CinemaScope, uma versão do filme no formato de tela padrão também foi produzida.
  • “A Dama e o Vagabundo” foi o primeiro longa-metragem de animação produzido no então inovador sistema de tela larga Widescreen CinemaScope com relação de aspecto de 2.55:1, enquanto os animados produzidos até então foram feitos no tradicional aspecto de 1.33:1. O emprego da nova técnica de fotografia não afetou apenas aos bolsos de Walt Disney, mas também aos artistas, que tiveram que aprender a como trabalhar com um campo de visão ampliado. Segundo o animador Ward Kimball“Os artistas de layout, cujo trabalho é semelhante ao de designers de cenários, tiveram que re-esquematizar a representação de toda a atuação para servir aos cenários duas vezes maiores aos que haviam sido usados até então. No processo eles logo fizeram uma descoberta: em CinemaScope, os personagens animados se movem, não os cenários. Por haver mais espaço, os personagens podem se locomover sem sair do ângulo visual. Menos cenas separadas e menos cortes são necessários, já que a ação acontece em um movimento contínuo através de uma extensa paisagem, onde anteriormente números cortes tinham que ser aplicados.”.

 

 

  • A compositora e cantora Peggy Lee foi uma das maiores contribuintes para a produção de “A Dama e o Vagabundo”. Além de compor as canções juntamente a Sonny Burke, Lee também foi a voz das personagens Querida e Peggy e dos gatos siameses Si e Am.
  • Walt Disney utilizou seu então recente programa televisivo “Disneyland” para divulgar o filme. Metade de um episódio chamado “A Story of Dogs” foi totalmente dedicada a “A Dama e o Vagabundo”. Em “Cavalcade of Songs” os compositores Peggy Lee e Sonny Burke demonstraram como eles gravaram a “Siamese Cat Song” (Canção dos Gatos Siameses) em que Lee faz um dueto consigo mesma como Si e Am.

 

Trecho do programa de TV com Peggy Lee interpretando a “Siamese Cat Song” (não recomendável para aqueles que ainda não viram o filme):

 

  • Na época em que “A Dama e o Vagabundo” estava sendo animado em 1953 e 1954, Walt Disney tinha muito mais distrações do que a realização de seus filmes de animação. Além da produção de diversos longas com atores reais, incluindo a super produção “20000 Léguas Submarinas” (1954), Disney já havia feito seu primeiro programa televisivo, “One Hour In Wonderland”, em 1950, para promover o lançamento de “Alice no País das Maravilhas”, e seus primeiros comerciais de TV animados em 1952, para a Mohawk Carpet Company. Por volta de 1953, ele estava se preparando para uma série televisiva semanal. Walt Disney Productions tinha feito um acordo com o canal de televisão ABC em março de 1954 para uma série que começaria naquele outono em troca de ajuda financeira para a construção de um parque temático chamado “Disneyland”.

 

Trecho do programa “Disneyland”

 

  • Banzé (Scamp), o filho de Lady e Vagabundo, viria a se tornar bastante popular nos quadrinhos Disney, estrelando suas próprias histórias.
  • Uma continuação produzida diretamente para o Home Vídeo chamada “A Dama e o Vagabundo II – As Aventuras de Banzé” foi lançada em 2001, tendo o travesso filhote de Lady e Vagabundo como o protagonista.

 

 

  • “A Dama e o Vagabundo” custou estimados $4 milhões e levou cerca de três anos para ser produzido. Em seu lançamento inicial foi acompanhado do primeiro curta da série “Peoples and Places”: “Switzerland”.
  • Apesar de algumas críticas negativas (atualmente obsoletas), o filme foi um grande sucesso de bilheteria quando lançado em 1955, tornando-se um dos filmes de animação mais populares com o público. Assim como a maioria dos Clássicos Disney, “A Dama e o Vagabundo” foi relançado nos cinemas diversas vezes: em 1962 (onde foi exibido em seções duplas com o filme Disney “Quase Anjos”), 1975, 1980 e 1986.

 

Trailer Original de Cinema (1955):

 

  • Se atualizarmos os valores de acordo com a inflação, o filme conta em seu histórico de exibição com nada menos que $365.703.300 milhões de dólares.

 

Pôster original de cinema de 1955

 

  • Peggy Lee viria a processar os estúdios Disney anos mais tarde por o que ela chamava de uma quebra de contrato: Lee clamava que ela havia assinado um contrato permitindo a utilização de sua voz e canções apenas para as exibições cinematográficas de “A Dama e o Vagabundo”, o que não incluía os subsequentes lançamentos em Home Vídeo (sendo que vídeo ainda nem existia na época). Após uma longa batalha judicial que terminou em 1991, Peggy Lee recebeu $23,83 milhões.

 

Peggy Lee

 

  • Foi indicado ao prêmio BAFTA por Melhor Filme de Animação (1956).

 

 

Sinceros agradecimentos ao parceiro Animatoons, o qual permitiu que publicássemos esta matéria no Disney Mania. Os textos foram originalmente escritos pelo redator Matheus Carvalho. Já as imagens são provenientes dos portais Michael Sporn Animation, Deja View, Disneypedia e Tags Disney.

Extra! Assista a seguir oito trechos do Clássico “A Dama e o Vagabundo” em altíssima definição!

 

Um Presente para Querida:

 

Lady obtém sua Coleira:

 

O Destruidor do Lar:

 

“The Siamese Cat Song”

 

Lady e Vagabundo conhecem o Castor:

 

“Bella Notte”:

 

Luar:

 

“He’s a Tramp”

 

“A Dama e o Vagabundo” – Edição Diamante: Trailer dublado em HD:

 

A Dama e o Vagabundo: O clássico adorado de Walt Disney, com canções encantadoras e muita diversão, agora brilhará em alta definição. Embarque em uma incrível aventura com os inesquecíveis personagens: Lady, a adorável e mimada cocker spaniel: Vagabundo, o vira-lata com um coração de ouro; Joca e Fiel, os melhores amigos de Lady; e Si e Am, os gatos mais mal-intencionados que já passaram pelas telas. O mais feliz dos finais acontece numa bella notte, quando Lady finalmente aprende o que é ser livre e solta.

 

 

A Coleção Diamante em Blu-ray representa os mais prestigiosos clássicos da The Walt Disney Studios. a Coleção será composta de muitos dos maiores tesouros animados clássicos de Walt Disney a serem lançados até 2016. Estes títulos representam o mais alto nível de imagem e som, filmes surpreendentes, bônus imersivos em estado de arte, e incluem níveis de interatividade sem precedentes, personalização e customização, possíveis graças à tecnologia do Blu-ray.

Via Animatoons

Escrito por Luís Fernando

"Tupi or not tupi! That is the question..."