Jessica Jones | Crítica da Primeira Temporada

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“Uma grande parte do trabalho é procurar o pior nas pessoas. E acontece que eu sou excelente nisso.”

Jessica Jones

O Universo Cinemático do Marvel Studios na rede Netflix começou no início do ano com a estreia de Demolidor, seriado que teve uma excelente resposta por parte do púbico e da crítica. E agora, para dar continuidade ao arco e caminhar até a série Defensores, na qual os vigilantes de Hell’s Kitchen irão se unir, vem Jessica Jones.

O seriado, criado por Melissa Rosenberg e estrelado por Krysten Ritter (Jessica Jones), David Tennant (Kilgrave), Rachael Taylor (Trish) e Mike Colter (Luke Cage), estreou na última sexta-feira, 20 de Novembro, no serviço de streaming.

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“Ser um herói coloca um alvo nas suas costas.”

Luke Cage

E, como sempre, a Netflix liberou todos os treze episódios da primeira temporada para os assinantes fazerem maratona. Ainda não assistiu? Não se preocupe, essa resenha não contém grandes revelações do enredo.

A trama gira em torno de Jessica Jones, uma detetive particular que além de ser uma talento nato para investigação, possui uma força sobre-humana e a usa em benefício próprio. Aos fãs de quadrinhos: a série ignora, sim, alguns elementos da HQ, como a maioria das adaptações. No entanto, o importante é que a obra funciona perfeitamente sozinha. Não se apóia nas páginas dos gibis, tampouco no universo cinematográfico ou televisivo.

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A protagonista é o melhor elemento da obra. Jessica é tão real em suas reações e problemas cotidianos, que fica difícil não se identificar com a personagem. E, o mais importante, ela é uma mulher bem escrita, ao contrário de muitas personagens do gênero, as quais os roteiristas escrevem ignorando características que diferenciam uma heroína de um Thor de saia.

Apesar de possuir super-habilidades e as utilizá-las quando necessário, sua maior qualidade não é conseguir quebrar paredes ou lutar contra monstros, e sim, usar sua sagacidade para encontrar soluções efetivas e inteligentes.

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“Eu só estou tentando ganhar a vida. Sabe, bebida custa dinheiro.”

Jessica Jones

Através do vilão Kilgrave, os escritores inserem, em um universo repleto de ameaças alienígenas e catastróficas, temas como abuso físico e emocional. E, por isso, aplaudo o Marvel Studios e a Netflix. O mundo sempre precisará ser salvo de forças externas, mas há outros horrores que precisamos enfrentar diariamente.

Assim como Murdock, Jessica não precisa de super-heróis para ajudá-la em sua jornada, e sim, de amigos, e eles estão presentes do início ao fim. Amigos como Malcolm, Luke Cage e Trish Walker. Aliás, a série passa com louvor no teste de Bechdel. Já a trilha sonora, composta por Sean Callery, traz uma atmosfera noir para a série e remete a filmes antigos de investigação.

Abertura de Jessica Jones:

Confesso não entender a faixa etária recomendada pela Netflix. Enquanto Demolidor é classificado para maiores de dezoito anos, Jessica Jones é aconselhável para maiores de dezesseis. No entanto, é uma série muito mais pesada em todos os sentidos. A violência é extremamente gráfica e a sexualidade dos personagens é explorada em diversos momentos.

Após citar tantos méritos, preciso apontar um probleminha da série: seu ritmo. O fato de ter apenas uma trama principal, sem subplots ou maior desenvolvimento de personagens secundários, faz o seriado se tornar cansativo em determinados momentos. Se a série fosse semanal, talvez perdesse uma parte do público.

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“Saber que algo é real significa que você tem que tomar uma decisão. Um, continue negando o fato. Ou dois, você faz alguma coisa a respeito.”

Jessica Jones

Aliás, essa continua sendo uma das maiores vantagens de se assistir a uma série Netflix. Além dos roteiristas possuírem maior liberdade criativa, as histórias podem ser planejadas como longos filmes de treze horas ao invés de seguirem a estrutura tradicional de um seriado de televisão aberta.

Depois de horas acompanhando Jones, é impossível não querer mais aventuras em Hell’s Kitchen. E 2016 vai demorar muito para chegar! A série solo estrelada pelo Luke Cage e a segunda temporada de Demolidor têm suas estreias previstas para o próximo ano.

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Escrito por Caroline

Designer Gráfico, Disney freak, viciada em café, quer ser roteirista e princesa quando crescer. Têm mais livros do que deveria e leu mais vezes “Orgulho e Preconceito” do que têm coragem de admitir.

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