Editorial #22 | Algum Dia

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Olá, Camundongo!

Algum dia, quando formos mais sábios, quando o mundo estiver mais velho, quando tivermos aprendidos. Oro para algum dia podermos viver bem. Algum dia a vida será mais justa. As necessidades serão raras e a ganância não existirá. Algum dia venceremos nossa luta e teremos o nosso dia no sol. Até lá, quando o sol se for, nós continuaremos e faremos um pedido para a lua…

Talvez uma das expressões mais poderosas da língua portuguesa seja “algum dia”. Se pararmos para analisar, poderemos nos espantar em quantas oportunidades do nosso cotidiano empregamos essas duas palavras, desde pequenas coisas, como comprar uma simples blusa, até grandes projetos de vida ou sonhos, como fazer uma viagem para a recém-inaugurada Shanghai Disneyland.

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De fato, “algum dia” nos traz um certo conforto, chega, inclusive, a ser uma forma de rejeitarmos algo de forma educada. “Agora não posso. Quem sabe algum dia?,” podemos responder para alguém nos oferecendo algo. “Algum dia” não demanda nenhuma ação imediata, é quase uma terra mágica para onde enviamos coisas, ideias e planos com os quais não queremos lidar agora.

E não há mal algum nisso. Em um mundo tão conectado e tão repleto de informações, é quase humanamente impossível tratarmos de tantos afazeres, compromissos e informações na velocidade demandada pela sociedade. Às vezes, será preciso arquivar uma ideia ou recusar um convite, pois, por alguma razão, seja dinheiro, energia ou tempo, não podemos realizar aquilo imediatamente.

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O problema começa quando passamos a usar o “algum dia” como uma desculpa, como um motivo para não irmos atrás de nossos sonhos. O problema nasce ao utilizarmos essa expressão para guardar e abrigar projetos e simplesmente nos esquecemos deles, por pensarmos não conseguir executá-los ou por parecerem tão impossíveis e distantes da realidade na qual vivemos.

Porém, “algum dia” não é uma expressão de desânimo. Talvez seja impossível, no momento, se tornar um animador do Walt Disney Animation Studios ou fazer uma excursão por todos os Parques Disney em um único ano, mas cada passo dado ajuda a chegar mais próximo desse sonho, cada degrau conta, por mais insignificante que seja. Afinal, é divertido fazer o impossível.

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No primeiro parágrafo desse Editorial, há alguns trechos, em tradução livre, da canção “Someday“, de O Corcunda de Notre Dame (1996), por um motivo bem simples: quantas vezes já esperamos do mundo ou das pessoas ao nosso redor uma mudança sem colaborarmos, sem tomarmos parte na luta, deixando tudo para o futuro resolver e nada mudou – e tampouco irá mudar.

Segundo Walt Disney, a maneira de iniciar algo é parar de falar e começar a fazer. E isso é mais pura e dura verdade. Existem sete dias na semana e “algum dia” não é um deles. Assim, em vez de pensarmos naquela ideia como inalcançável, podemos enxergá-la como uma inspiração para a nossa jornada, e quando menos notarmos, já a concretizamos e estamos indo rumo à próxima.

Carinhosamente,

Lucas Neves

Editor-chefe

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Written by Lucas

Um grande aficionado por cinema, séries, livros e, claro, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".

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