Primeiro trailer de Viva – A Vida é Uma Festa mistura música e folclore

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Embora o número de sequências tenha aumentado exponencialmente, o Pixar Animation Studios ainda possui algumas histórias originais guardadas na manga. Na última quarta-feira, 15 de Março, foi a vez de Viva – A Vida é Uma Festa, título nacional de Coco, ter o seu primeiro trailer divulgado e descobrirmos um pouco mais acerca da animação.

Anunciado originalmente em 24 de Abril de 2012, o projeto tem direção de Lee Unkrich, responsável por ter comandado Toy Story 3 (2010), e é inspirado pelo dia de finados mexicano, o famoso dia de los muertos. Porém, por um longo período o estúdio manteve silêncio sobre o desenvolvimento, chegando-se a cogitar o cancelamento, devido às inevitáveis comparações com Festa no Céu (2014), cujo tema é o mesmo.

Primeiro trailer de Viva – A Vida é Uma Festa:

Somente na D23 Expo 2015 foi quebrado o sigilo e o estúdio revelou algumas novidades, incluindo o título oficial, o qual faz uma referência a um ser mitológico do folclore do México, um equivalente da nossa Cuca; e a primeira arte conceitual, a qual apresentava Miguel (voz original de Anthony Gonzalez), um garoto com o sonho de se tornar um grande músico.

O primeiro vídeo mostra essa combinação de música com folclore de forma mágica, utilizando uma bonita e viva – sem trocadilhos – paleta de cores, além de apresentar características marcantes de outras produções do estúdio, a exemplo de uma animação deslumbrante, uma trama agridoce e um atrapalhado e adorável ajudante – desta vez na forma de Dante, um cachorro da raça Pelado Mexicano.

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Começamos com uma cena de Miguel adentrando em uma espécie de santuário para seu ídolo, o cantor Ernesto de la Cruz (voz original de Benjamin Bratt). O local está repleto de objetos dedicados a Ernesto, desde discos de vinil e bonecos até bandeirolas coloridas e uma televisão, na qual o menino coloca para rodar uma fita em VHS do que aparenta ser um filme estrelado pelo músico.

Miguel traz consigo um violão todo rabiscado, em uma tentativa de imitar os desenhos do instrumento de seu grande herói. O garoto assiste ao vídeo e busca repetir os movimentos de Enersto no violão. A cena traz uma sensação nostálgica por ecoar alguns dos momentos mais memoráveis de duas outras animações do estúdio, Ratatouille (2007) e Wall-E (2008).

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Não fica claro no trailer, mas provavelmente o lugar onde Miguel se encontra é algum esconderijo, pois a música foi banida de sua família por sua bisavó Imelda (voz original de Renée Victor), após ter sido abandonada pelo marido, o qual partiu para seguir o seu sonho e se tornar um cantor de sucesso. Logo, a paixão de Miguel pela música não é bem-vista pelos seus parentes.

Já na cena seguinte, vemos Miguel desdobrando uma antiga foto com o lado superior direito rasgado. A fotografia apresenta três pessoas, uma mulher, uma menina e um homem segurando um violão. Não é difícil imaginar se tratar de uma imagem dos bisavôs do protagonista, no entanto, o instrumento do homem sem cabeça é idêntico ao de Ernesto, indicando que o cantor, na verdade, é o seu bisavô.

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Vemos, então, o personagem se dirigido ao mausoléu de Ernesto durante as festividades do dia de los muertos. Segundo a cultura mexicana, as almas de quem morreu retornam para a Terra a fim de se reunirem com seus entes queridos. Isso acontece nos primeiros dias do mês de Novembro, e por toda a cidade, são feitos altares com objetos, fotos, velas, flores, comidas e bebidas para recebê-las.

Lá dentro, Miguel encontra o violão de Enersto e, ao tocá-lo, é transportado para a Terra dos Mortos e se torna invisível para os vivos. Procurando por ajuda, ele tenta em vão se comunicar com os humanos e se depara com uma criatura espectral, com a aparência de uma caveira, tão assustada de encontrá-lo quanto Miguel de vê-la.

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Por fim, o protagonista aparece andando em uma ponte feita por uma espécie de pétalas mágicas – provavelmente, as pétalas são da flor conhecida como Cravo de Defunto, utilizadas para sinalizar o caminho para os espíritos – com diversas criaturas sobrenaturais atravessando por ela. Miguel encontra Dante na ponte, entretanto, o cachorro não estava presente no mausoléu, quando Miguel foi transportado.

Teria Dante morrido? Seu nome aparenta ser uma homenagem a Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia, poema sobre uma viagem pelo inferno, purgatório e paraíso. A prévia termina com Miguel observado uma imensa e impressionante Terra dos Mortos e declarando não estar sonhando. Viva – A Vida é Uma Festa estreia em 04 de Janeiro de 2018 no Brasil.

Apesar de a música ter sido banida há gerações em sua família, Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz original de Benjamin Bratt). Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê na deslumbrante e pitoresca Terra dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz original de Gael García Bernal), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel.

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Sobre o Autor(a)

O atual diretor de redação e editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro" e "A Família do Futuro".



  • Juliano A. J.

    Existem milhares de filmes de Natal e Halloween, acho que só ficaram comparando Festa no Céu com Coco porque não temos muitos filmes sobre o dia dos mortos mexicano.

  • Jean Expedito

    Como grande fã da Pixar desde que assisti Procurando Nemo (o primeiro que vi no cinema, com a escola), eu sempre tenho altas expectativas com seus projetos. Mas o que me deixa mais confiente é saber que esse está nas mãos de Lee Unkrich e Darla Anderson, responsáveis por Toy Story 3. Apesar da crítica e parte do público estarem decretando a decadência do estúdio, eu ainda tenho muito entusiasmo pelos seus trabalhos. Pois o único que não me agradou muito até agora foi Carros 2, mas mesmo assim gosto de assistir, pois me divirto com ele. O primero Carros é muito bom, com história bem desenvolvida e personagens bem trabalhadas, acredito que as pessoas só o evitam por ser protagonizado por carros, logo consideram muito infantil. Com o terceiro parencendo ser um pouco mais sério que o segundo e talvez mais que o primeiro filme, espero que o estúdio traga de volta a paixão que eu e muitos fãs sentiram por McQueen e Mate quando os vimos pela primeira vez nas telas.
    Universidade Monstros, pra mim, é tão bom quanto Monstros S.A. e o que eu mais gosto no filme é que ele não depende do original para ser compreendido, os dois são ótimos sozinhos. O mesmo acontece com Procurando Dory e Procurando Nemo.
    Eu só ainda não consigo decidir o quanto gostei de O Bom Dinossauro, pois assisti apenas 2 vezes, mas me emocionei muito em ambas e é isso que espero de uma produção Pixar.
    Finalizando e só pra ressaltar, com toda essa onda de continuações (que também não me agrada muito) gostaria muito de um novo filme de Vida de Inseto, um dos filmes mais engraçados do estúdio, porém pouco lembrado. Penso que seria legal ver essa turma de novo e como a Pixar trabalharia esse universo com as tecnologias da atualidade!