Listas 2000 | Livros para serem adaptados para o cinema

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Walt Disney já sabia disso. Os livros estão repletos de tesouros a serem descobertos e o visionário sempre soube descobri-los e adaptá-los para o Cinema. Além dos tão famosos contos de fadas, a Casa do Mickey Mouse também levou para as telonas diversas histórias provenientes de livros, alguns mais conhecidos, outros nem tanto.

Temos como exemplos as animações 101 Dálmatas (1961) e O Corcunda de Notre Dame (1996) e os filmes de ação ao vivo Mary Poppins (1964) e O Bom Gigante Amigo (2016). Uma vez mais, reunimos a equipe do O Camundongo para escolher quais livros mereciam receber uma adaptação cinematográfica, seja pelo Walt Disney Animation Studios ou pelo Walt Disney Studios. Aconchegue-se em sua poltrona favorita, pegue os seus óculos de leitura e venha conosco descobrir os selecionados!


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Tom Sawyer é um ícone da literatura norte-americana e é estranho que uma adaptação de suas histórias ainda não tenha sido feita pela Disney. O personagem, criado por Mark Twain, é um menino que vive no sul dos Estados Unidos durante a época da escravidão. As histórias de Tom contam suas aventuras ao lado de seu amigo Huckleberry Finn em diversos livros, sendo As Aventuras de Tom Sawyer o mais famoso. A história, por se passar na época escravocrata, contém elementos que talvez a Disney não quisesse em seus filmes. Com isso, não sei se uma adaptação animada seria a escolha do estúdio. Talvez fosse melhor uma versão com atores mesmo.

~ por Paulo Gonçalves


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O livro As Cidades Invisíveis, escrito por Italo Calvino, reúne várias histórias contadas por Marco Polo ao imperador Kublai Khan, nas quais ele descreve as cidades por onde passou em sua viagem. A história, que se passa no século XIII, se abstém de toda ideologia geográfica para criar uma simbologia sobre a existência humana em onze temas: “as cidades e a memória”, “as cidades e o desejo”, “as cidades e os símbolos”, “as cidades e o céu, “as cidades e as trocas”, entre outros onde Marco Polo descreve cinquenta e cinco cidades. Sendo assim, a história abre um leque gigante de como a Disney poderia explorar esse livro para criar lugares e provocar a imaginação de muitos.

~ por Catarina Déa


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Ed Kennedy é o protagonista de Eu Sou o Mensageiro, livro do australiano Markus Zusak, e na melhor das hipóteses, ele pode ser descrito como um perdedor. Após impedir um assalto a banco, o taxista de dezenove anos recebe uma mensagem anônima: uma carta de baralho com um endereço. A partir desse momento, Ed entra em uma jornada nada usual. Ele terá de desvendar pistas enigmáticas para cumprir cada uma das missões e ajudar diferentes pessoas, assim como para tentar descobrir quem está por trás de toda essa trama de mistérios. A obra de Zusak é repleta de humor e de mensagens positivas, com uma dose certa de romance. Então, seria uma aposta perfeita para uma adaptação com atores, pois, ao final, nos deixa com uma sensação boa e apresenta uma lição de moral, características marcantes do Walt Disney Studios.

~ por Lucas Neves


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O tema steampunk é visualmente riquíssimo e foi pouco explorado pelos estúdios Disney. Foi, de certa forma, retratado apenas em Planeta do Tesouro (2002), sem obter muito sucesso. É em um ambiente quase distópico no qual se passa a história de O Circo Mecânico Tresaulti. A obra, escrita por Genevieve Valentine, conta a história de uma trupe circense formada por artistas mutilados pela guerra que se reconstituem com partes mecânicas de forma, bem, mágica. Cada personagem possui um passado riquíssimo e personalidade marcante. A narrativa não é linear e a cada minuto se descobre um detalhe novo fascinante sobre a trama. A história não foi pensada para crianças e, por isso, há momentos pesados. No entanto, não há nada que um bom roteirista não possa adaptar. Tomem como exemplo o que fizeram genialmente em 1996, com O Corcunda de Notre Dame. Apesar de adorar musicais, gostaria que uma animação da obra seguisse os mesmo passos de Atlantis: O Reino Perdido (2001), sendo um filme mais sério, com estilo gráfico próprio e focado em algo além de romance.

~ por Caroline Calzolari


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A relação da Disney com a obra de C.S. Lewis foi boa enquanto durou. O estúdio adaptou dois livros da série As Crônicas de Nárnia, mas abandonou o projeto do terceiro filme, que acabou sendo produzido pela Fox. Com isso, talvez seja difícil um novo contato com a literatura de Lewis. Mas acredito que a Disney conseguiria um grande filme ao adaptar Além do Planeta Silencioso. O livro conta a história do filólogo Dr. Elwin Ransom, que após ser raptado, é enviado a um planeta chamado Malacandra. Lá, ele terá que sobreviver a um ambiente totalmente novo e com criaturas misteriosas que não compartilham a linguagem humana. A história de Além do Planeta Silencioso continua ainda em outros dois livros, Perelandra e Aquela Força Medonha. A trilogia de ficção científica funcionaria bem se trabalhada de forma séria e adulta, e acredito que seria uma boa aposta da Disney para o público mais velho.

~ por Paulo Gonçalves


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Crianças e magia são, muitas vezes, a receita de sucesso para muitos filmes e com A Pedra Encantada de Brisingamen, de Alan Garner, não seria diferente. A história começa quando Colin e Susan descobrem que há mais do que uma simples floresta na Borda de Alderley, após serem salvos por um mago. A partir daí, o enredo se desenrola em torno da busca pela pedra encantada de Brisingamen e, então. toda forma de criatura mágica que já foi apresentada alguma vez aparece para intensificar e tornar a história mais cativante. Sendo assim, não me surpreenderia a Disney adaptar esta história para um filme de animação incrível cheio de cores e cenários cativantes.

~ por Catarina Déa


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Noah Barleywater saiu de casa ainda cedo antes do sol raiar, antes dos cachorros acordarem, antes do orvalho parar de cair nos campos… Assim começa Noah Foge de Casa, livro infanto-juvenil escrito por John Boyne. Nessa aventura fantástica, o menino de oito ano chega a uma loja de brinquedos muito especial, cujo fabricante dos brinquedos é alguém incomum. Em meio a um burro falante, uma piscina com um montão de areia numa ponta e outras coisas inusitadas, vamos descobrindo os motivos para Noah querer ir embora e quem realmente é o velho da loja. Noah Foge de Casa renderia uma belíssima animação, tanto por brincar com uma já conhecida história, quanto pela trajetória do protagonista para aceitar a situação na qual está vivendo. O resultado seria um filme agradável e divertido para as crianças e uma trama de fundo e um final emocionantes para os mais velhos.

~ por Lucas Neves


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O clássico da literatura inglesa Orgulho e Preconceito, escrito por Jane Austen em 1813, já foi adaptado diversas vezes paras as telas. Sendo suas versões mais famosas a minissérie da BBC, exibida em 1995, estrelada por Jennifer Ehle e Colin Firth, e o filme de Joe Wright, de 2005, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Recentemente, se tornou até mesmo uma web série no Youtube, chamada The Lizzie Bennet Diaries. No entanto, como fã incondicional da obra, gostaria muito de ver o romance entre Elizabeth Bennet e Mr Darcy ser transformado em um musical animado tradicionalmente pela Disney. E já que é para sonhar alto, por que não torcer para o compositor ser o mestre Alan Menken e os animadores serem Glen Keane e Mark Henn?

~ por Caroline Calzolari


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Sobre o Autor(a)

"Aqui, no entanto, nós não olhamos para trás por muito tempo. Nós continuamos seguindo em frente. Abrindo novas portas e fazendo coisas novas, porque somos curiosos. E a curiosidade continua nos conduzindo por caminhos novos." - Walt Disney



  • Juliano A. J.

    A Disney fez um filme live-action em 1995 chamado “tom e huck – em busca do grande tesouro”.
    Eu já vi, é basicamente a história de tom sawyer

    https://en.wikipedia.org/wiki/Tom_and_Huck

  • Pedro

    Adaptar Mark Twain nos dias de hoje requereria muito muito cuidado. Esse autor é um dos principais alvos do patrulhamento politicamente correto nos Estados Unidos, e chegou até ser banido de algumas escolas públicas, por conta de acusações de racismo em sua obra. Mas como a Disney foi capaz de remover toda a carga antissemita que pesava sobre o Fagin de “Oliver Twist”, fazendo de “Oliver & Co,”, trabalho leve e sob muitos aspectos superior ao livro de Dickens, provavelmente não haveria problema em adaptar Twain.
    Orgulho e Preconceito é um grande livro, mas não sei se funcionaria para o público de hoje sem muita alteração. A ênfase da história em casar as moças da família Bennett (três delas estão casadas no final do livro) parece ir contra o gosto do público moderno, ou ao menos dos formadores de opinião atuais, que exigem mulheres ‘fortes’ que não precisam de homens.
    Pessoalmente, não gosto mito de C. S. Lewis, acho que o único livro bom das Crônicas de Nárnia é “O Leão, a Feiticeira e O Guarda-Roupa”. A prequela “O Sobrinho do Mago” ainda pode ser lida por quem tenha a curiosidade de saber a origem de Nárnia e da Rainha/Feiticeira Branca. Os demais volumes me parecem desnecessários e meio repetitivos, e a partir da “Viagem do Peregrino da Alvorada” comecei a achar ridículos o antimodernismo de Lewis e sua nostalgia pequeno-burguesa por uma idade média de fantasia, toda aquela idéia de que muito melhor que enfrentar a burocracia da sociedade moderna, seria melhor entrar nas repartições chutando mesas, jogando funcionários no chão, brandindo espadas e falando besteiras pomposas sobre honra. Por mais que a sociedade moderna tenha aspectos injustos e cruéis, provavelmente é melhor que uma carnificina permanente como acabaria o mundo idealizado de Lewis. “Além do Planeta Silencioso” tentei ler mas não consegui, Achei uma ficção científica medíocre, e anticientífica.
    Já a literatura Steampunk se mostrou uma fábrica de bombas cinematográficas, “A Liga Extraordinária” e “AS Loucas Aventuras de James West” foram péssimos filmes que fracassaram merecidamente. Tenho fortes dúvidas se o material de origem prestava. Atlantis e O Planeta do Tesouro, que também seguem o estilo, fracassaram tremendamente. É pouco provável que a Disney adapte mais algo do gênero.

  • Pedro

    Outros livros que poderiam ser adaptados: As Aventuras do Barão de Munchhausen e O Prisioneiro de Zenda,

  • Pedro

    Mais sugestões: Moby Dick, Dr. Doolitle e Watership Down.