Minnie Side | Mary Poppins e o problema de se mexer no passado

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Faz mais de cinquenta anos desde a primeira vez que uma encantadora babá chegou à Rua das Cerejeiras, número 17, voando em seu guarda-chuva e mudou a vida da família Banks. Mary Poppins (1964) foi um sucesso aclamado pela crítica e até hoje atrai uma legião de fãs, seja por sua história ou pelo talento indiscutível do elenco. As pessoas cresceram e passaram para as próximas gerações o amor pela história de P.L. Travers, que Walt Disney tanto penou para conseguir transmitir.

Talvez por tudo isso, as pessoas tenham recebido com choque e revolta a notícia de que a Disney está fazendo um novo filme da babá inglesa. Com a situação atual do cinema, com tantas adaptações, remakes e reboots, é até estranho que as pessoas não tivessem pensado que isso poderia acontecer, mas aparentemente ninguém estava muito preocupado com essa possibilidade.

Mary Poppins apareceu nas telas do cinema pela primeira vez em 1964.

Acreditar que seria uma refilmagem enfureceu a internet e diversas pessoas pensaram em por que a Disney ousaria fazer isto. E nem os pronunciamentos de que não seria uma readaptação do filme original, e sim, uma continuação da história, acalmaram os ânimos do público.

Este é um projeto muito arriscado. Lidar com a infância das pessoas é um processo bem delicado, e qualquer errinho pode acabar com a empresa. Mas a Fábrica de Sonhos é, sem sombra de dúvidas, a maior especialista em infância, e acho difícil nos decepcionar.

Mary Poppins (1964) venceu em cinco categorias do Oscar®, incluindo Melhor Atriz.

A primeira coisa que todo mundo se questionou foi quem interpretaria Mary nas telonas. A personagem ficou imortalizada pela brilhante Julie Andrews, e calçar os sapatos dela será uma tarefa árdua. Porém a possível escolha da Disney animou muito os fãs e até mesmo os mais céticos se acalmaram depois de saber quem seria nossa amada babá.

A talentosa Emily Blunt está liderando a lista de atrizes que podem ter o papel. Emily já é conhecida por roubar a cena em todos os papeís que tem feito ultimamente. Apesar de não haver negociações oficiais com Blunt, ela já se tornou queridinha do público, mas ainda não sabemos se esta contratação irá acontecer. Blunt também está cotada para outra personagem da Disney: Carol Danvers, a Capitã Marvel.

A britânica Emily Blunt é a favorita para substituir Julie Andrews no papel da babá.

O filme se passará vinte anos após os eventos do primeiro longa, estrelado por Andrews e Dick Van Dyke. Ele terá como referência os outros livros de P.L. Travers, que contam um pouco mais da história da personagem.

A direção ficará por conta de Rob Marshall, que já dirigiu Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011) e Caminhos da Floresta (2015), sendo que esse segundo também tem participação de Emily Blunt.

A produção de Mary Poppins (1964) foi retratada em Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013).

A sequência também será um musical, e a composição fica por conta de Marc Shaiman e Scott Wittman, que trabalharam em Hairspray: Em Busca da Fama (2007) e Smash (2012-2013). Além deles, o escritor David Magee, de As Aventuras de Pi (2012), ficará a cargo do roteiro.

Embora a relação de Travers e Walt Disney ser bem áspera, como apresentado no filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013), o estúdio conseguiu autorização para trabalhar com o material da autora para a sequência. E vocês, estão ansiosos ou com medo de ver novamente a Babá praticamente perfeita de volta nos cinemas?

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Sobre o Autor(a)

Sarah Campos ama tudo o que diz respeito a Disney, principalmente a Cinderella. Gosta de cinema, jogos de vídeo game, ficção científica e quadrinhos da Marvel. Tem como sonho conhecer o mundo e mais do que ele tem a oferecer.



  • Pedro

    Há no
    filme uma frase numa canção que resume todo o espírito da obra. E não é da Mary
    Poppins e nem das crianças. É na
    primeira canção do Sr. Banks, quando ele
    diz que “é muito bom ser inglês em 1910”. Talvez fosse, mas desde que você não estivesse
    na pele, p. ex., do limpador de chaminés.
    O filme todo se ampara na crença de que a sociedade vitoriana-eduardiana
    era uma espécie de mundo perfeito, que precisava apenas ser um pouco adocicado.

  • Pedro

    A propósito. Foi dito que a nova história se passa 20 anos depois da do primeiro filme. Só que Emily Blunt parece ter a mesma idade de Julie Andrews no filme original, ou até ser mais jovem. Mas talvez a personagem não envelheça, tal como Peter Pan. Não conheço os livros de Mary Poppins.