Especial Marvel | Descubra o selo de quadrinhos Marvel MAX

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Com a sequência de filmes da Marvel cada vez maior, aliada às outras mídias como séries e curta-metragens, está dando um nó na cabeça de muita gente. Então, vamos fazer um especial para contar um pouco do Universo 616 para vocês, explicando os maiores grupos de heróis e áreas de atuação do Universo Marvel.

Hoje, vamos começar com um selo extremamente importante para a Marvel Comics, que apesar de atualmente estar descontinuado, causou um impacto enorme quando saiu e é responsável por muitos fãs adultos de quadrinhos ainda acompanharem a empresa.

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Durante o começo dos anos 2000, as empresas de quadrinhos estavam em maus bocados. Poucas pessoas ainda efetivamente compravam e buscavam entender a história das sagas mensais, que estavam deixadas de lado por parecerem muito “infantis”.

Para atrair leitores adultos e criar histórias mais complexas e pesadas, a Marvel criou em 2003 o chamado selo Marvel MAX, que perdurou até 2014, quando foi descontinuado.

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Essa liberdade artística nos quadrinhos gerou uma legião de novos fãs, e o principal personagem desse selo era o Justiceiro, que agora podia ter histórias de fato agressivas e pesadas em sua luta contra a máfia.

A maioria dos títulos “pulou” para o selo Marvel Knights, que falaremos na próxima parte do especial. Agora, vamos comentar um pouco de alguns personagens importantes do selo que apareceram em outras mídias.

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Jessica Jones era uma heroína bem fraca na galeria da Marvel Comics. Sem histórias brilhantes ou grandes sagas, estava fadada ao esquecimento.

Até que o selo Marvel MAX veio, e com ele, uma nova oportunidade. Dar humanidade e problemas a uma personagem super-poderosa.

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Assim nascia Alias, o quadrinho que conta a fase em que Jessica desiste de ser uma super-heroína e torna-se uma detetive particular, que tem que lidar com os fantasmas de seu passado e conviver normalmente em sociedade.

Isso não é muito possível nos quadrinhos, uma vez que heróis de todos os tipos vivem aparecendo em seu escritório. Foi baseado nessa saga que a série da Netflix, Jessica Jones (2015-hoje), foi montada.

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A aparição ínfima na cena pós-créditos de Guardiões da Galáxia (2014) não faz jus ao carismático Howard. O personagem, que já teve até um tenebroso filme solo, que ficou esquecido na história do cinema de heróis, é um detetive canastrão, que adora beber, fumar e que tem sérios problemas em ser levado a sério, principalmente porque ele é, bem, um pato.

Chocado em Duckworld, Howard é filho de Ronald e Henrietta, um casal católico de classe trabalhadora que vive em Nova Stork. Howard teve uma vida normal em um mundo onde patos eram similares aos seres humanos, falavam Inglês e viviam normalmente. Isso até um demônio chamado Thog usar sua magia para alternar as dimensões, que jogaram Howard em nosso mundo.

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O personagem passou por diversos momentos importantes do Universo Marvel, mas sempre ficou no lado satírico. Por ser um personagem violento e agressivo, Howard atraiu a ira da Disney, que ameaçou entrar com uma ação na justiça contra a Marvel alegando similaridade entre o detetive e o personagem Pato Donald.

A editora, então, decidiu mudar o visual de Howard, dando-o calças, mas não sem antes transformá-lo, por uma edição, em um camundongo, talvez para pisar no calo da gigante do entretenimento.

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O Dhampir que salvou a Marvel da falência, com seu filme de 1998, nunca teve muito espaço nos quadrinhos. Frequentemente colocado como aparição especial em edições de outros heróis, foi apenas no selo MAX que Blade pôde brilhar e suas histórias sombrias e cheias de sangue puderam ser apreciadas.

Ainda assim, não houve muita procura pelo herói, que acabou tendo sua revista cancelada. Existem rumores de que ele possa voltar pelo Netflix, mas nada que possa ser confirmado.

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Mais um herói que tinha pouco espaço no Universo 616, Luke Cage é um personagem extremamente interessante. Extremamente ligado a suas raízes de periferia, Luke combate diariamente o tráfico e outros crimes em uma região, que não tem um herói de manto brilhante para defender.

Suas histórias frequentemente são repletas de críticas sociais, e a violência das regiões periféricas teve muito mais espaço em um selo adulto, onde o personagem pôde ser valorizado e mostrar toda sua capacidade argumentativa. Agora, a Netflix terá a possibilidade de explorar esse mesmo cenário com a série Luke Cage, que estreia em Setembro desse ano.

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O Justiceiro, o menino de ouro da série MAX, Frank Castle sempre foi um queridinho do público. O ex-policial que segue em uma cruzada solitária contra o crime organizado sempre teve problemas com outros heróis com códigos de honra menos flexíveis, mas nunca com os fãs.

E no selo Marvel MAX, suas habilidades puderam ser exploradas sem pudor, mostrando o que ele realmente era capaz de fazer. O Justiceiro foi o último título a encerrar suas atividades no selo Marvel MAX.

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Ele já teve alguns filmes, mas o que todos estão comentando até agora é sua participação na segunda temporada de Demolidor (2015-hoje), também da Netflix.

A série pôde explorar bem os traumas e dilemas do personagem, mas sem deixar de mostrar sua habilidade em combate e seu rastro de destruição por onde quer que passe. Fiquem atentos, pois na próxima semana, tem mais!

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