Eras da Disney | A Era da Pós-Renascença

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Olá, Camundongos! Bem-vindos de volta ao especial Eras da Disney. Hoje, vamos continuar nossa viagem pela história do Walt Disney Animation Studios!

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Após os grandes lançamentos da Renascença, o estúdio tinha a árdua tarefa de manter o alto padrão de suas obras. Entretanto, com o passar dos anos, as histórias já não empolgavam o suficiente e era necessária uma revitalização narrativa para alcançar o novo público, cada vez mais apegado à modernidade.

Com o intuito de mostrar o potencial do estúdio para a nova geração, em 1999, foi lançado o longa Fantasia 2000, uma continuação do clássico da Era de Ouro com novas tecnologias misturando animação tradicional e digital. A união das duas técnicas era um prenúncio do que viria e um modo do público se acostumar a nova estética proposta pelo estúdio.

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A grande aposta do filme para o novo milênio foi a remasterização do curta Aprendiz de Feiticeiro, que manteve o mesmo roteiro mas com visual totalmente revitalizado. Fantasia 2000 foi a transição entre os grandes filmes da década de 1990 e os futuros lançamentos dos anos 2000, que teriam foco em histórias inusitadas e originais.

O primeiro filme do ano 2000 foi Dinossauro, um longa-metragem pioneiro que alcançou grande sucesso de público. A narrativa pré-histórica misturava dinossauros criados digitalmente e paisagens reais filmadas em locações, como o Parque Nacional Canaima, na Venezuela. O longa foi o lançamento mais caro do ano e uma aposta arriscada. Entretanto, graças à grandiosidade vista na tela e a perfeita execução da animação digital, o filme superou as expectativas.

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Ainda em 2000, A Nova Onda do Imperador inaugurou o rol de histórias descoladas da Pós-Renascença. Apesar de possuir o império Inca como pano de fundo histórico, a narrativa fantástica apoiou-se mais no humor que na civilização em que se localizava. As piadas do filme são debochadas e os personagens por vezes quebram a barreira entre ficção e realidade, tornando o longa despretensioso e leve. Mesmo não sendo um filme de grande bilheteria, o resultado foi satisfatório dado o investimento modesto do projeto.

Um ano após A Nova Onda do Imperador, em 2001, o estúdio conheceria uma grande decepção: Atlantis: O Reino Perdido. O longa possuía uma grande lenda a ser reproduzida, gerando grande expectativa tanto do público quanto de seus criadores. Entretanto, o roteiro era tão falho e desconexo que nem mesmo os belos cenários da cidade perdida conseguiram salvar o resultado.

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Apenas em 2002 o estúdio conquistaria o público novamente, desta vez contando a história de um fugitivo alienígena. Lilo & Stitch tornou-se um dos melhores lançamentos desde O Rei Leão (1994), feito muito significativo, pois o filme seria um dos poucos bem-sucedidos dos anos 2000.

A história do longa é inédita, mas ainda assim consegue captar características de antigos clássicos, com personagens cativantes e o traço característico do estúdio. Outro grande trunfo do longa é a relação entre a protagonista, Lilo, e sua irmã, Nani. Os desentendimentos compensados com carinho e companheirismo constroem um ambiente familiar crível e relacionável, ajudando no entendimento e aceitação da história.

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Ainda em 2002, o mesmo erro de Atlantis: O Reino Perdido seria repetido em Planeta do Tesouro. O filme tinha como base um clássico da literatura, escrito por Robert Louis Stevenson, mas acabou se perdendo na busca pela modernização. A atmosfera futurista do longa ao invés de atrair novos olhares, afoitos pela modernidade, acabou por diluir excessivamente a beleza e inventividade da história original.

Passado um ano, em 2003, a unidade de animação estabelecida na Flórida lançaria seu último filme antes de ser desativada: Irmão Urso. O longa obteve uma recepção morna apesar de possuir momentos dramáticos poderosos no desenrolar da história.

Um grande ciclo seria encerrado então, em 2004, com o lançamento de Nem Que a Vaca Tussa, anunciado como o último longa-metragem do estúdio a utilizar a animação tradicional.

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O filme não obteve bom desempenho e, em certos momentos durante a história, parece usar técnicas similares às da década de 1940, o que não agradou o público jovem. Após décadas seguindo o estilo clássico, o estúdio optou pela animação digital dali em diante. O baixo desempenho dos últimos filmes aceleraram a escolha pela nova tecnologia, uma vez que o estúdio via o grande sucesso alcançado com a animação computadorizada em seu concorrente direto, o Pixar Animation Studios.

A relação com a Pixar era totalmente instável. Os longas lançados por ela, todos grandes sucessos, eram distribuídos pela Disney. Deste modo, a Disney disponibilizava nos cinemas a sua própria concorrência. Esse cabo de guerra entre os dois estúdios acabou levando a Disney a acelerar seu processo de renovação e anunciar o próximo lançamento totalmente digital como uma forma de enfrentar a Pixar.

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Lançado em 2005, O Galinho Chicken Little conseguiria arrecadar mais de US$300 milhões mundialmente, um número considerável. Entretanto, apenas um ano atrás, em 2004, o lançamento da Pixar, Os Incríveis, arrecadara mais que o dobro desse valor. Tal resposta do público era a certeza de que o estúdio ainda não havia se encontrado na era digital.

Após muitas mudanças na diretoria, a Disney decide comprar a Pixar, em 2006, em uma jogada envolvendo mais de US$7 bilhões. A aquisição acabou sendo favorável para ambos os estúdios. Enquanto a Pixar mantinha sua liberdade de produção, a Disney recebia novos líderes que ajudariam o estúdio a se reerguer e provar seu valor na era da computação.

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O lançamento de 2007, A Família do Futuro, seguiria as mesmas diretrizes técnicas de O Galinho Chicken Little. A história misturava ficção científica e temas familiares de modo que o público pudesse se relacionar e ao mesmo tempo se maravilhar com os visuais futuristas criados pelos animadores.

Em 2008, seria encerrada a Pós-Renascença com mais um filme totalmente digital, desta vez mais bem executado que seus antecessores. Bolt: Supercão conseguiu avançar no uso da tecnologia de modo convincente, entregando um resultado superior e mais bem acabado. A resposta ao filme foi melhor que a dos últimos lançamentos, mas nada que pudesse comprovar a reestruturação do estúdio.

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Com a inovação tecnológica implantada no meio dos anos 2000, podemos até mesmo dividir a Pós-Renascença em duas fases: a da animação clássica e outra da animação digital. O que une os filmes desta era é a tentativa de inovar narrativamente e conquistar um público que já não se via satisfeito com o mesmo modelo de filme lançado anos atrás.

Entretanto, do ponto de vista técnico a separação em fases pode ser feita entre 1999 até 2004, iniciando em Fantasia 2000 e terminando no último filme animado tradicionalmente Nem Que a Vaca Tussa, e então, entre 2005 e 2008, com O Galinho Chicken Little, A Família do Futuro e Bolt: Supercão.

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Apesar de toda a revolução tecnológica, surgira com as mentes vindas da Pixar a vontade de retornar à animação tradicional já no próximo lançamento do estúdio.

Seria arriscado seguir com tal mudança, mas o resultado que viria a seguir provaria que o estúdio estava prestes a iniciar uma nova era, deixando para trás os fracos desempenhos e colocando de volta a Disney como líder em animação.

Camundongos, a sexta parte do nosso especial Eras da Disney fica por aqui. Na semana que vem, encerramos nosso Especial com a Era do Retorno!

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Sobre o Autor(a)

Mouseketeer desde que se entende por gente. Finalmente realizei meu maior sonho de Camundongo e visitei todos os parques da Disney no mundo!



  • Júnior Bill

    Quero parabenizar pelo conteúdo muito bem escrito. Certas curiosidades eu não sabia o que só renova a vontade de conhecer mais a fundo o que acontece nos bastidores da produção.

  • Pedro

    Oúltimo filme animado tradicionalmente não foi o Ursinho Pooh, de 2011?