Editorial #30 | Voltar, refletir e avançar

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Olá, Camundongo!

Quem nos acompanha há algum tempo está familiarizado com a ideia de Walt Disney ser a nossa grande inspiração. A sua trajetória, composta por altos e baixos, nos motiva a cada dia, e o seu lema de continuar seguindo em frente nos ajuda a abrir novas portas e fazer coisas novas. Porém, em alguns casos, para seguir em frente, é preciso dar alguns passos para trás.

Nesse frenesi de continuar andando em frente, estamos sempre em busca da próxima aventura e da próxima novidade ou estamos sempre ansiosos para ir além e navegar por mares inéditos. E podemos deixar de enxergar as pequenas maravilhas, as pequenas conquistas durante a trajetória, assim como parar de aproveitar o presente para focar no futuro.

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E quando isso acontece, as chances de tropeçarmos nas próprias pernas são estrondosas, porque a vida nunca para e as demandas internas e externas tampouco. Cada um de nós tem diversos lados com os quais precisamos lidar e todos necessitam de atenção e energia. Trabalho, família, amizades, estudos, afazeres e a lista segue adiante. A vida é um jogo de malabarismo.

Como o tempo não espera por ninguém, a nossa principal obrigação é tentar encontrar um equilíbrio em meio a tantos acontecimentos, enquanto nos esforçamos para manter a sanidade mental. Mas nem sempre isso será possível, e o caos pode se instaurar quando menos esperamos, nos forçando a deixar cair uma, duas ou todas as bolinhas desse malabarismo.

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Para seguir adiante em momentos assim, é necessário voltar alguns espaços no tabuleiro do jogo da vida. Embora pareça algo contraditório, esse movimento nos permite reajustar a nossa perspectiva, arrumar o nosso foco e reavaliar as nossas prioridades, nos ajudando, portanto, a definir com clareza qual caminho iremos trilhar dali para a frente, em vez de apenas andarmos sem qualquer direção.

Tomemos Mulan como exemplo. Na batalha contra os hunos na montanha, Shang ordena a Yao que mire o canhão em Shan Yu, mas Mulan, ainda disfarçada de Ping, dá alguns passos para trás e percebe haver uma alternativa melhor e com um impacto muito maior: disparar o canhão em direção à montanha coberta de neve e causar uma avalanche, soterrando o exército inimigo.

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Sem essa atitude da protagonista, os soldados chineses talvez não tivessem tanta sorte e não saíssem vitoriosos. Retroceder alguns passos nos possibilita visualizar a situação de um modo mais amplo e abrangendo todos os detalhes, os quais passaram despercebidos por estarmos tão envolvidos e imersos em um determinado contexto.

Diversos personagens vivenciaram momentos semelhantes, como Basil da Rua Baker, quando estava preso na armadilha de Ratagão; ou Judy Hopps, quando retorna para a casa dos pais; ou Simba, quando encontra com Rafiki. E todos têm algo em comum: eles seguiram em frente. Pois, por mais importante que seja essa reflexão, é essencial seguir em frente. Que, em Junho, possamos voltar, refletir e avançar!

Carinhosamente,

Lucas Neves

Editor-chefe

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Sobre o Autor(a)

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".