Editorial #26 | Em Busca do Equilíbrio

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Olá, Camundongo!

Ano novo, vida nova… Será mesmo? Inúmeras pessoas, quando passam pela virada do ano, prometem “dar um jeito na vida“, “ser mais organizadas“; “trabalhar menos e viajar mais“; “estudar muito e passar no vestibular/concurso;” e similares. Os dias vão passando e o ânimo vai diminuindo. O final do chega e nada mudou. Tudo continua exatamente como era um ano atrás. E esse ciclo sem fim se repete…

Já dizia aquele ditado popular: nada muda, se não mudarmos. E isso é clichê por uma razão: é verdade. Não adianta nada fazermos diversas promessas e não aplicarmos o mínimo de esforço para torná-las realidade. E um ponto importante para sairmos do campo dos sonhos e projetos e passarmos para a concretização dos mesmos é começar a desaprender e a desapegar.

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Desde pequeno, somos ensinados a generalizar pessoas, a desprezar gostos e preferências diferentes dos nossos – qual Camundongo nunca ouviu um “Disney é para criancinhas”? –, a menosprezar quem pensa de modo contrário, e sobretudo, somos ensinados a temer o futuro, porque, se não tivermos notas boas e arrumarmos um emprego estável, não teremos uma vida confortável.

Crescemos. E agora precisamos encarar a verdade nua e crua da vida. Ou aceitamos agir como a sociedade espera de nós ou vamos à luta, às vezes sem qualquer apoio, e quebramos a cara tentando fazer o “impossível“. Pode parecer loucura, afinal, aqui, somos todos um pouco malucos, mas nós não podemos viver no medo. E nós não viveremos com medo.

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Elsa é um claro exemplo disso. Por vários anos, Elsa se isolou e se afastou de todos a quem amava, por falta de coragem de enfrentar os seus poderes e os próprios pais. Seus pais, mesmo com as melhores das intenções, foram os responsáveis por seu isolamento. E quanto mais Elsa deixava o medo dominá-la, menos controle de sua vida e menos liberdade ela tinha.

Foi preciso um acidente para Elsa finalmente enxergar a situação e se livrar de seus medos. Mudar não é fácil. É preciso ter coragem para desaprender velhas manias e antigos hábitos. É preciso ter vontade para se desapegar de quem ou daquilo que te faz mal. É preciso ter audácia para se arriscar e para cortar os cordões te prendendo a uma vida infeliz, assim como a recém-coroada rainha fez.

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Também é necessário fazer as pazes consigo mesmo, com a sua mente. A vida não é perfeita. Ninguém é perfeito. Então, não há sentido em se cobrar tanto. É necessário se aceitar, conhecer os próprios limites e saber respeitá-los. O mundo não para de girar, e se não impormos os nossos limites, vamos girar com ele, sem rumo e sem foco, até nos desgastarmos completamente.

Quanto antes percebermos isso, melhor será. Cabe a cada um de nós fazer essas escolhas e buscar o equilíbrio, porque, apesar de todas as dificuldades e injustiças, somos mais valentes do que acreditamos, mais fortes do que parecemos e mais inteligentes do que pensamos e podemos conquistar muito mais do que esperam de nós. E a melhor maneira de iniciar algo é parar de falar e começar a fazer.

Carinhosamente,

Lucas Neves

Editor-chefe

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Sobre o Autor(a)

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: "O Rei Leão", " A Bela e a Fera", " Planeta do Tesouro", "A Família do Futuro" e "Operação Big Hero".