D23 Expo 2015 | A magia de contar histórias emocionantes em curtas animados

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Antes de Branca de Neve e os Sete Anões (1937), antes de A Pequena Sereia (1989) e muito antes de Frozen: Uma Aventura Congelante (2013), Walt Disney e seu irmão  Roy E. Disney contavam histórias únicas através de curtas-metragens.

Walt Disney Animation Studios celebrou, nesse domingo, 16 de Julho, o lançamento em Home Vídeo de sua coleção de curtas em um painel na D23 Expo 2015, com a presença de animadores, cineastas e produtores. Darrin Butters, animador veterano do estúdio, foi o moderador.

Durante aquela hora, foram discutidos os bastidores de O Home Theater do Pateta (2007), Tick Tock Tale (2010),  A História de Nessie (2011), Enrolados para Sempre (2012), e dos vencedores do Oscar®: O Avião de Papel (2012) e O Banquete (2014).

Um dos destaques foi Hora de Viajar (2013), animação que trouxe Mickey Mouse, depois de uma ausência de quase vinte anos dos curtas, e que presta uma homenagem aos primeiros desenhos animados do personagem – unindo animação tradicional com computação gráfica.

Nós precisamos nos esquecer tudo o que sabíamos sobre animação e programar nossas mentes para 1928,” disse o animador Eric Golgberg. “Quanto mais imperfeitos nós fazíamos os personagens, mais eles se pareciam em computação gráfica com suas versões originais.

Porém, a parte mais trabalhosa se produzir Hora de Viajar não foi a animação, e sim, encontrar os diálogos certos, pois foram reutilizados os áudios de quando Walt Disney ainda fazia a dublagem do camundongo. E a palavra mais difícil de ser encontrada foi “red” (vermelho, em Português), que precisava ter um tom de surpresa e levou duas semanas para ser criada.

Já Lorenzo (2004) começou a sua jornada em 1940. Joe Grant, um Disney Legend, sempre quis animar um gato travesso, porém foi apenas cinquenta anos depois que o produtor Don Hahn abordou o animador Mike Gabriel para transformá-lo em um segmento da possível nova sequência de Fantasia (1940). A colaboração entre Grant e Gabriel rendeu uma indicação ao Oscar®.

Cineastas também compartilharam algumas anedotas. Dean Wellins comentou sobre a viagem que fez a Yorba Linda, na Califórnia, para consultar um relojoeiro especialista, como parte da pesquisa de Tick Tock Tale (2010); e Stevie Wermers disse à multidão o quão nervoso ficou ao apresentar a ideia de A História de Nessie (2011) ao diretor criativo do estúdio, John Lasseter.

Nathan Greno, porém, foi quem levou a platéia às gargalhadas ao contar um pouco dos bastidores de Enrolados Para Sempre (2012). “Por alguma estranha razão, eu realmente queria explodir o castelo,” admitiu. “Você não tem a chance de fazer algo do tipo!

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Como Butters bem lembrou ao público: “Tudo começou com um camundongo” – e foi esse camundongo que emocionou crianças e adultos com suas aventuras. Apesar de serem tão rápidos, os curtas do Walt Disney Animation Studios provam que, mesmo atualmente, histórias engraçadas e reconfortantes não precisam ter sempre noventa minutos de duração.

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Sobre o Autor(a)

O atual editor-chefe de O Camundongo é um grande aficionado por cinema, séries, livros e, óbvio, pelo Universo Disney. Estão entre os seus clássicos favoritos: “O Rei Leão”, ” A Bela e a Fera”, ” Planeta do Tesouro”, “A Família do Futuro” e “Operação Big Hero”.



  • Guilherme

    Ainda digo que cancelar Fantasia 2006 foi um erro. Desejo que sigam com a produção destes curtas animados. Inovem, façam mais curtas. Torço para, desse panorama, surgir e dar certo a ideia de um novo Fantasia. Estamos em 2015; quem sabe um Fantasia 2020 não seja possível? Não quero ter de esperar até 2040 para lançarem um Fantasia comemorativo de 100 anos do original, o Fantasia 2040; isso se lançarem, não é mesmo? Mas caso decidam, lancem Fantasia 2040 também, mas antes dele, Fantasia 2020.