Clássicos na Crítica | Robin Hood

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A história da raposa que roubava dos ricos para dar aos pobres é um clássico na filmografia do Walt Disney Animation Studios e, mesmo não sendo um dos filmes mais lembrados ou favorito da maioria das pessoas, ele carrega um peso muito importante para a história do estúdio.

Robin Hood é o vigésimo primeiro longa de animação do estúdio e foi lançado em 08 de Novembro de 1973. Foi o primeiro longa-metragem produzido sem o envolvimento de Walt Disney e envolve elementos de um outro filme que estava em desenvolvimento chamado Reynard The Fox, uma adaptação de uma série de livros sobre uma raposa que estava envolvida em diversos crimes. Ou seja, eles mantiveram os animais mas trocaram a história.

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Tudo começa com o trovador cantando “Oo-de-Lally”, contando um pouco sobre a história de Robin Hood e João Pequeno, dois fora-da-lei que vivem na floresta de Sherwood e roubam dos ricos para dar ao pobres. Quer dizer, de acordo com o próprio Robin, eles pegam um empréstimo dos mais ricos.

Ao avistar a carruagem real do Príncipe João,  Robin e João Pequeno decidem fazer sua boa ação, se transformando em ciganas de estrada para adivinhar o futuro da realeza. O Príncipe João, mostrado como um príncipe mimado que rouba dos pobre para dar ao ricos, se encanta com as “moças”.

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Os fora-da-lei têm um pouco dificuldade em pegar algumas coisas por conta de Shiu, a cobra amiga do príncipe, que, logo de cara, já sabia da farsa. Príncipe João, por ser um pouco ingênuo, levou tudo na seriedade até que, na hora da fuga de Robin Hood e João Pequeno, ele percebe que foi sabotado.

Temos então a primeira visão de Nottingham, uma cidade pobre do interior, na qual seus habitantes passam fome de tanto pagar impostos. Vemos cenas bem cruéis emocionalmente falando, e temos também uma das mais adoráveis que é a festa de Tapeti.

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Um jovem coelhinho acabara de perder sua moeda para o Príncipe João, mas logo depois, debaixo de um disfarce de mendigo, Robin Hood o alegra dando um pouco de esperança e um presente que todo garoto adoraria ganhar do personagem: seu chapéu, um arco e uma flecha.

Os mais novos saem de cena e Robin tenta deixar uma certa luz de esperança na casa e sua doação para alimentar toda aquela família de coelhos. Já perto do castelo de Príncipe João, as crianças Tapeti, seus dois irmãos e Zé Prego vão estrear o novo brinquedo do aniversariante.

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A mira sai um pouco errada e eles precisam buscar a flecha lançada dentro do quintal do castelo da realeza. Tudo isso com um certo medo de serem pegos, mas mal esperavam que encontrariam com as duas personagens mais dóceis do filme: Bela Marian e sua dama de companhia, Lady Clara.

Uma raposa e uma galinha jogavam badminton, quando encontram com o jovem Tapeti e passam um momento divertido, brincando com ele e seus amigos, mas algo em Maid Marian é despertado. A paixão adolescente por Robin Hood se aflora e as cenas seguintes giram em torno dela e de seu amado pensando um no outro.

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Frei Tuck aparece e conta sobre o torneio da flecha dourada que Príncipe João preparou – que, lá no fundo, foi feito para conseguir capturar Robin Hood –, cujo vencedor ganharia um beijo da jovem Marian.

Ansioso para rever a moça e de poder usar mais uma vez um novo disfarce para enganar o príncipe, Robin parte com João Pequeno, disfarçados como um pernalto e um ser da realeza. O torneio acontece e os planos do príncipe saem como planejado. Robin ganha a competição de arco e flecha, mas, em seguida, é amarrado e condenado à morte.

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João Pequeno, que ficou disfarçado como alguém da realeza por grande parte do tempo, passa a ameaçar o príncipe até que ele solte a raposa. Se a monarquia corrupta estava ganhando, rapidamente, o jogo vira. Todos os moradores de Nottingham e Lady Clara se juntam a João Pequeno e Robin e lutam contra os guardas do príncipe.

Com a vitória do amor entre as duas raposas, as cenas seguintes são musicais com todos os habitantes da pobre cidade e muita dança. Você pode até reconhecer alguns movimentos, reciclados de outros clássicos, como Branca de Neve e os Sete Anões  (1937). É um momento que prova como a figura do Robin Hood representava claramente a esperança e felicidade.

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Irritado com o comportamento dos súditos de Nottingham e com a canção sobre a sua imagem, príncipe João triplicou os impostos e, como ninguém conseguia pagar, todos foram presos e ficam sem comida. A cena da cadeia sempre mexe comigo pela humildade e dor mostradas através dos animais.

Toda a situação é forte, especialmente se trouxemos para os dias atuais. Frei Tuck deixa claro que, mesmo nos piores momentos, devemos manter uma luz ou som de esperança. Logo depois, aparece o xerife e, em uma ação de covardia, pega o único tostão que tinha na igreja.

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Então, Frei Tuck, após se revoltar com o xerife, é preso por traição ao príncipe, se juntando aos seus amigos. Príncipe João, amargurado com sua falta de sucesso na busca por Robin, condena o Frei ao enforcamento para tentar atrair a raposa.

Mas, como sempre, a ideia sai pela culatra quando Robin e João Pequeno decidem fazer uma fuga da prisão com todos os habitantes da pequena cidade. E, como recompensa a eles mesmos e a todos os outros, os fora-da-lei ainda foram recuperar o dinheiro roubado pelo príncipe.

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Ao amanhecer, Robin resgata os últimos sacos de dinheiro e sai pela sacada do quarto de Príncipe João. Acontece algumas cenas de ação animadas, bem características da época.

No final, Príncipe João é exonerado de seu falso posto príncipe, Nottingham se torna uma cidade feliz, Rei Ricardo volta a seu posto e endireita as coisas. Robin se casa com Marian, e os dois viveram felizes para sempre.

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O filme é uma mistura bem gostosa de simplicidade e ingenuidade, se você olhar bem superficialmente, mas se nos aprofundarmos, percebemos que ele, apesar de ter mais de quarenta anos, também apresenta boas possibilidades.

Embora não seja o filme favorito de muitos e seja tão pouco divulgado pela própria Disney, Robin Hood não deixa a desejar se imaginarmos que o estúdio passava por uma época de vacas magras, visto a reciclagem de movimentos de quase cinco minutos de alguns personagens, o que não o desmerece artisticamente de forma alguma.

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Outro fator que envolve o filme é sua trilha sonora, com a qual você consegue projetar na mente todo o cenário de um local pacato, humilde e, em algumas notas, encontrar um som de alegria.

Se você nunca foi fã da história, sugiro rever com olhos mais maduros e, se for sua primeira vez, permita-se ser encantando com uma história cheia de esperança e muita aventura. O que você acha de Robin Hood? Gosta? Não gostam? Conte para a gente nos comentários.

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Sobre o Autor(a)

Editora d'O Camundongo. Coleciono tsum tsums. Meu filme favorito da Disney varia de acordo com o meu humor. Sou apaixonada pelas trilhas sonoras da Disney e o mascote do site é o meu maior xodó gráfico.



  • Pedro

    “Robin Hood” foi um dos filmes mais tediosos da Disney, junto com “Aristogatas”, sendo que este último ao menos tinha a música “Everybody Wants To Be a Cat”. Acho que ambos os filmes foram prejudicados por vilões demasiado fracos, e, no caso do Príncipe João, muito bobo. O Príncipe João emparelha com o Goob da “Família do Futuro” como um dos vilões mais patéticos da Disney.